# Quando cabines de votação viraram espaço para publicidade de marcas

- Portal: Exame (https://exame.com)
- Publicada em: 03/10/2026 às 14:50 (horário de Brasília)
- Temas: Marketing, Publicidade
- Matéria completa: https://exame.com/marketing/quando-cabines-de-votacao-viraram-espaco-para-publicidade-de-marcas/
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Linha fina publicada pela Exame: Entre os anos 1980 e 1990, empresas ajudaram a custear estruturas eleitorais antes que a prática fosse vetada pelo TSE

Entre as décadas de 1980 e 1990, marcas financiaram cabines de votação, transformando esses espaços em oportunidades de publicidade, até que o TSE proibiu essa prática.

## O que aconteceu

Entre os anos 1980 e 1990, as cabines de votação no Brasil foram utilizadas como espaços para publicidade de marcas, prática que foi posteriormente vetada pelo TSE. O contexto político da época, marcado pela redemocratização, permitiu que empresas ajudassem a custear a estrutura eleitoral, mas essa possibilidade foi restringida com o tempo.


## O que muda para o mercado digital

A história das cabines de votação como espaços publicitários levanta questões sobre a interação entre marcas e eventos públicos. Embora a prática tenha sido vetada, a discussão sobre o financiamento privado de estruturas eleitorais pode influenciar o modo como marcas buscam visibilidade em contextos relacionados a eleições e eventos cívicos. Essa reflexão pode abrir portas para novas abordagens em publicidade que busquem se conectar com a cidadania, desde que respeitem as normas legais.


## Para agências e anunciantes

Agências e anunciantes precisam revisar suas estratégias de marketing em relação a eventos públicos e eleições, considerando as lições do passado. A prática de associar marcas a instituições públicas requer um cuidado especial, principalmente em tempos de crescente vigilância sobre a integridade do processo eleitoral. Conversar com clientes sobre os limites e as oportunidades de visibilidade em eventos cívicos pode ser essencial para evitar conflitos com a legislação.


## O que acompanhar

Vale observar como as discussões sobre financiamento e publicidade em eventos eleitorais evoluem nos próximos meses. Sinais de mudanças nas regulamentações ou novas interpretações do TSE sobre a presença de marcas em contextos públicos podem impactar a maneira como as agências planejam campanhas e se posicionam no mercado. Além disso, acompanhar a reação do público a iniciativas que busquem associar marcas a causas sociais ou cívicas será fundamental.

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