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Radar do Mercado Inteligência artificial

Na era da IA, Humberto Campana faz do trabalho manual um “ato político”

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Enquanto o mundo avança com a inteligência artificial (IA), o designer Humberto Campana, de 73 anos, vai na contracorrente. Olha para o futuro e seu desafio é buscar cada vez mais, no passado, os saberes manuais. “Me sinto voltando para trás. Acho que o fazer manual hoje é um ato político”, diz, em…

Humberto Campana, designer de 73 anos, defende o trabalho manual como um "ato político" em meio ao avanço da inteligência artificial, buscando resgatar saberes do passado enquanto reflete sobre o futuro.

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O que aconteceu

Humberto Campana, um dos designers mais respeitados do Brasil, defende que o trabalho manual é uma forma de resistência à automação crescente trazida pela inteligência artificial. Ele aponta que essa prática não apenas preserva saberes tradicionais, mas também gera empregos e promove uma conexão emocional com o trabalho, que muitas vezes é perdido na produção em massa. Campana acredita que, em tempos de incerteza, o retorno ao fazer manual é um ato político significativo.

O que muda para o mercado digital

A valorização do trabalho manual pode sinalizar uma mudança importante na forma como marcas e consumidores se relacionam com a produção e o consumo. Em um cenário dominado pela inteligência artificial, a busca por autenticidade e conexão emocional pode levar as empresas a revisarem suas estratégias de marketing e produção, priorizando abordagens que enfatizem a história e o valor humano por trás dos produtos. Isso pode impactar o comércio eletrônico, onde a narrativa e a personalização ganham destaque, oferecendo uma alternativa à padronização.

Para agências e anunciantes

Agências e anunciantes devem considerar a importância de contar histórias que ressoem com o desejo dos consumidores por autenticidade e tradição. Isso pode significar revisar campanhas para incluir elementos que enfatizem a produção manual e a conexão emocional que ela proporciona. Conversas com clientes podem se concentrar em como destacar esses aspectos em suas marcas, especialmente em um mercado que se torna cada vez mais saturado de soluções automatizadas e impessoais.

O que acompanhar

É fundamental observar como as marcas respondem a essa tendência de valorização do trabalho manual. Sinais como o aumento de colaborações com artesãos, iniciativas de sustentabilidade e o uso de materiais reciclados podem indicar uma mudança mais ampla no mercado. Além disso, acompanhar a reação dos consumidores a essas iniciativas ajudará a entender se essa abordagem se tornará uma norma ou uma exceção, e como isso pode moldar o futuro das estratégias de marketing.

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